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Os meus anos 70 - aqui, neste momento

Quinta-feira, 29.09.11

 

É difícil explicar que este meu fascínio pelos anos 70 não tem nada de nostálgico, que se trata de ir buscar esse verão interminável e trazê-lo até hoje, a estes tempos cinzentos. 

E penso até que o processo é ainda mais complexo: há mesmo momentos actuais que me transportam de imediato para a luminosidade desses anos 70 e nessa altura é mesmo o déjà vu! Como este déjà vu dos Crosby, Stills, Nash & Young!

 

Andamos tanto tempo à procura da convicção perdida, desse entusiasmo vital, dessa alegria essencial, e é uma música que nos traz tudo isso de volta e nos lembra que já sentimos assim, intensamente. 

Este estranho grupo, por exemplo, criou fórmulas mágicas que o Déjà Vu sintetiza para sempre: podia aqui colocar o Carry On ou mesmo o Almost Cut My Hair!

É garantido que ao ouvi-los essa mistura de sentimentos me invade a alma de novo, a sensação de que ontem é hoje e será de novo hoje e já não ontem, porque mesmo que me pareça ter vivido aquele momento daquela forma na verdade só vivi o momento no próprio momento. Os tempos misturam-se, somos os mesmos mas já somos diferentes.



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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 22:53

"Desenvolvimento local, caridade global" (XXVII Encontro da Pastoral Social)

Quarta-feira, 14.09.11

 

É com este tema "Desenvolvimento local, caridade global", que abriu ontem, em Fátima, o XXVII Encontro da Pastoral Social. É a fórmula adequada para o desafio actual: sociedade e economia, respeitando a vida e a dignidade. 

Refiro-me a esta fórmula porque é inovadora, traduz a realidade do séc. XXI, a ideia fundamental de uma economia global em que tudo está em comunicação e inter-relação, o micro e o macro.

Nesta perspectiva de um mundo globalizado, a Igreja tem consciência da escolha que está implícita: a continuação de um caminho destrutivo que promove fracturas e desequilíbrios entre fortes e fracos, entre ricos e pobres, e um caminho que respeita a vida e a dignidade de cada um, e de todos, e que implica ousadia, coragem, criatividade, inovação.

O primeiro caminho é o que vemos actualmente na gestão política, no limite é um caminho suicidário, pois não se pode subsistir sobre ruínas e lixo. Mas ainda é esse o caminho dominante, obedecendo a uma lógica que se baseia na ideia de escassez, em que a riqueza que se produz simplesmente não dá para todos. Esta é uma visão redutora da economia.

O desafio que conta é outro: o que mantém a escassez, o que impede a economia de respirar, de mexer, de se movimentar? A começar, esta perspectiva redutora de economia em que só alguns podem ter acesso à sua fonte porque se pode esgotar.

A economia, vista como fonte de vida, um movimento constante, que corre livremente e livremente se movimenta, em trocas de bens e serviços, nunca teve tanta possibilidade de se concretizar. É essa a perspectiva da fórmula: "desenvolvimento local, caridade global". Estão inter-ligados, indissociáveis. É a lógica da vida, da criatividade e da inovação, da dignidade e da autonomia. É uma lógica que contraria a perspectiva de economia redutora, que se baseia na escassez e, no limite, na destruição e na morte (fome, conflitos, guerras).

Sim, é verdade, ando a ler Alvin e Heidi Toffler, "A Revolução da Riqueza - como será criada e como alterará as nossas vidas". Mas não se trata de uma leitura sem filtros. É a perspectiva de economia que me parece aproximar-se mais da nossa realidade actual. Aliás, Alvin Toffler previu muitas das alterações recentes tecnológicas, culturais e sociológicas, que afectaram profundamente a economia. E que a alteraram irreversivelmente, de natureza e dimensão. Uma economia que se baseia cada vez mais em informação e conhecimento, em inovação e criatividade, e que implica rapidez, flexibilidade, fluidez, comunicação, inter-relação.



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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 09:29

Os meus anos 70 - Música

Quarta-feira, 07.09.11

 

Resolvi, porque essa é a minha natureza, manter o sol dos anos 70 na minha vida. Ir buscar sempre à fonte, a essa água transparente que ainda corre nalguma encosta esquecida. Como solta e alegre eu corria nesse tempo dos verões intermináveis. 

Esses foram os meus anos felizes, porque ainda não tinha visto o lado B que habitava fora desse lugar e dos meus sonhos secretos. Todas as manhãs e tardes que passei a ler, essa música ensolarada acompanhou-me, a marcar os dias.

Aqui irei colocar, uma a uma, as músicas dos meus anos 70, desses verões intermináveis, desses sonhos secretos.


Começo pelos America - A Horse With No Name.

 

Ainda é a mesma sensação de total liberdade, sol e nada mais, o eterno verão. Dá para ouvir a mordiscar maçãs, esqueci-me desse pormenor.

 

 

 

Um mês e meio depois: E não é que entretanto descobri outras duas composições dos America que me acompanharam muitos dias de verão? É o que faz espreitar o Youtube, reencontramo-nos com essa vitalidade juvenil. Aqui vão, caros Viajantes: Lonely People e Tin Man.

Não resisto a colocar aqui também este Sister Golden Hair. E já agora este You Can Do Magic.

 

 

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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 00:42








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